Estevão Willian deu sinais de que pode estar apto para defender a seleção brasileira na próxima Copa do Mundo, apesar das previsões iniciais apontarem para uma ausência no torneio devido a uma grave lesão muscular.
Aos 19 anos, o jogador sofreu uma ruptura significativa no tendão da coxa durante os minutos iniciais de uma partida da Premier League contra o Manchester United, disputada em 18 de abril. Na ocasião, os primeiros diagnósticos indicavam que o problema o afastaria do restante da temporada.
Pouco depois da confirmação da lesão, diversos relatos apontaram que o brasileiro dificilmente conseguiria se recuperar a tempo de integrar a seleção na Copa do Mundo. A situação levou inclusive o técnico Carlo Ancelotti a não incluir o atacante em sua lista inicial de 26 convocados. Além disso, havia a expectativa de que Estevão também encontrasse dificuldades para estar disponível no início da pré-temporada do Chelsea, prevista para julho.
Entretanto, durante uma participação em uma igreja evangélica no Brasil, o jogador revelou detalhes surpreendentes sobre sua recuperação e demonstrou confiança em um retorno mais rápido do que o esperado.
Segundo Estevão, os especialistas ligados ao Chelsea chegaram a recomendar uma intervenção cirúrgica após a lesão, posição que teria sido apoiada pela diretoria do clube. O atacante, porém, acreditava que a operação não seria necessária.

O brasileiro explicou que uma nova ressonância magnética realizada recentemente apresentou resultados extremamente positivos. De acordo com o relato, os exames não demonstraram sinais visíveis da lesão que anteriormente comprometia cerca de 80% do bíceps femoral.
“Tive uma lesão em que rompi 80% do meu bíceps femoral do tendão da coxa. Os médicos do Chelsea queriam que eu fizesse a cirurgia e até o dono do Chelsea disse que queria que eu fizesse a cirurgia. Duas semanas atrás, fiz uma segunda ressonância magnética, e o médico perguntou se eu estava sentindo dor ou sentindo algo: “Não, doutor, estou bem, acho que já consigo até jogar, disse Estêvão”.”
A evolução acelerada chamou a atenção até mesmo dos profissionais responsáveis por seu acompanhamento médico. Conforme relatado pelo jogador, os médicos consideraram a recuperação acima do que normalmente seria esperado para o estágio atual do tratamento.
“Sim, isso realmente fica evidente. Ele me mostrou a imagem do exame e disse que não conseguia ver mais nada da lesão. Ele disse que não sabe o que aconteceu, porque no período em que estamos, não deveria ser tão bem estruturado assim.”
Nesta semana, Estevão se aproxima da marca de sete semanas desde o problema muscular. Inicialmente, a previsão mais conservadora apontava para pelo menos oito semanas de recuperação antes de qualquer possibilidade de retorno às atividades.
Outro ponto revelado pela situação foi a divergência entre os representantes do jogador e o Chelsea sobre o método mais adequado para a recuperação, evidenciando as dúvidas existentes em torno do tratamento ideal para a lesão.

