Sem muito tempo para digerir o empate diante do Leeds United pela Premier League, o Chelsea volta rapidamente suas atenções para a FA Cup e encara o Hull City nesta sexta-feira (13/02), no Estádio MKM, em duelo válido pela quarta rodada da competição.
O confronto carrega um enredo especial para Liam Rosenior, que retorna ao clube onde trabalhou até maio de 2024 e que esteve muito próximo de conduzir aos playoffs da Championship na temporada 2023/24. Agora à frente dos Blues, o treinador busca um resultado positivo em território conhecido, ao mesmo tempo em que tenta manter o bom momento de sua equipe em competições de mata-mata.
Apesar do tropeço no meio da semana, o saldo inicial do trabalho de Rosenior em Stamford Bridge segue bastante encorajador. O Chelsea soma sete vitórias em 10 partidas sob o comando do técnico, além de exibições consistentes.

A memória recente, porém, serve de alerta. Na campanha passada, os Blues foram eliminados nesta mesma fase após derrota por 2 a 1 para o Brighton & Hove Albion, resultado que prolongou um período irregular do clube na competição mais antiga do futebol mundial.
Depois de alcançar três finais consecutivas entre 2020 e 2022, o Chelsea sofreu eliminações precoces nas edições seguintes, antes de chegar às semifinais em 2023/24. Repetir uma trajetória profunda no torneio é um dos objetivos desta temporada, mas, para isso, será fundamental dar o primeiro passo em Hull.
HULL CITY
O retrospecto pesa — e muito — contra o Hull City às vésperas do duelo desta sexta-feira diante do Chelsea, válido pela quarta rodada da FA Cup. Os Tigers não sabem o que é vencer os Blues desde 1988, acumulando quase quatro décadas sem um triunfo sobre o clube londrino.
A última vitória do Hull sobre o Chelsea aconteceu por 3 a 0 na antiga segunda divisão, mas, desde então, os 16 encontros seguintes produziram pouquíssimas lembranças positivas para os donos da casa, que conseguiram evitar a derrota em apenas duas ocasiões nesse período.
O tabu se torna ainda mais desafiadora quando se observa o histórico recente: são oito derrotas consecutivas do Hull para o Chelsea em todas as competições, incluindo eliminações da FA Cup em fevereiro de 2018 e janeiro de 2020.

O momento recente em Hull, porém, traz sinais mistos. Apesar de ter engatado uma sequência de quatro vitórias consecutivas após avançar sobre o Blackburn Rovers nos pênaltis, os Tigers não venceram em seus dois compromissos mais recentes diante de sua torcida, empatando sem gols com o Watford e sendo superados por 3 a 2 pelo Bristol City.
Mesmo assim, a equipe da Championship encara o confronto como uma oportunidade especial. Finalista da FA Cup em 2014, o Hull disputa a quarta rodada do torneio pela primeira vez desde 2020 — justamente quando acabou eliminado pelo Chelsea — e sonha em alcançar a quinta fase novamente, algo que não acontece desde 2018.
NOTÍCIAS DAS EQUIPES
O Chelsea pode chegar ao confronto desta sexta-feira com uma série de situações físicas a serem monitoradas pelo departamento médico e pela comissão técnica liderada por Liam Rosenior.
Marc Cucurella tornou-se a mais recente preocupação após ser substituído no intervalo do empate contra o Leeds United, na terça-feira, devido a um problema no músculo posterior da coxa. O lateral espanhol agora se junta a Levi Colwill, que segue em recuperação de uma lesão no joelho, além de Dario Essugo e Jamie Gittens, ambos tratando questões na coxa.

Romeo Lavia já voltou a participar dos treinos coletivos após um período afastado, mas a tendência é de cautela com o meio-campista, que dificilmente será lançado em campo tão cedo. Por outro lado, Reece James, que lidou recentemente com um quadro de doença, assim como Filip Jorgensen e Tosin Adarabioyo, também com incômodos musculares, serão avaliados de perto antes da definição da lista de relacionados para a viagem ao MKM Stadium.
Com a sequência intensa de jogos, Rosenior deve promover rotações no onze inicial, abrindo espaço para nomes como Liam Delap, Alejandro Garnacho, Jorrel Hato, Benoit Badiashile e Wesley Fofana começarem jogando. Mamadou Sarr, por sua vez, pode ganhar sua segunda oportunidade oficial com a camisa dos Blues, após ter atuado na fase de grupos da Copa do Mundo de Clubes contra o Esperance.
O Hull City chega ao duelo desta sexta-feira com uma lista considerável de ausências, o que pode influenciar diretamente a estratégia dos Tigers diante do Chelsea.
O defensor Semi Ajayi não entra em campo desde que defendeu a Seleção da Nigéria na AFCON 2025, afastado por um problema no tendão da coxa. Além dele, Mohamed Belloumi (isquiotibiais), Cody Drameh (coxa), Darko Gyabi (virilha), Matts Crooks (isquiotibiais) e o ausente de longa data Eliot Matazo (joelho) também seguem entregues ao departamento médico.
Apesar dos desfalques, o Hull ainda conta com armas importantes no setor ofensivo. Oli McBurnie e Joe Gelhardt somam 12 e 10 gols na Championship, respectivamente, números que os credenciam como as principais referências de ataque da equipe nesta temporada.
Outro nome que merece atenção é o lateral-esquerdo Ryan Giles, responsável por oito assistências na liga — marca superada apenas por Michael Johnston, do West Bromwich Albion. Com forte presença ofensiva, Giles deve ser uma das principais válvulas de escape dos Tigers, tentando explorar os corredores e criar problemas para a defesa dos Blues.
PROVÁVEIS ESCALAÇÕES
Liam Rosenior deve escalar o Chelsea da seguinte forma para enfrentar o Hull City pela quarta rodada da FA Cup nesta sexta:
CHELSEA: Sanchez; Acheampong, Fofana, Badiashile, Hato; Caicedo, Santos; Neto, Estevao, Garnacho; Delap;
A equipe do Charlton Athletic para a partida deste sábado deverá ser:
HULL CITY: Pandur; McNair, Egan, Hughes; Coyle, Slater, Lundstram, Giles; Gelhardt; Joseph, McBurnie;
ONDE ASSISTIR
A partida entre Hull City vs Chelsea pela quarta rodada da FA Cup terá transmissão da tv fechada através da ESPN e do serviço de streaming Disney+ nesta sexta-feira (13/02) ás 16h:45min (horário de Brasília).
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