A sequência recente de apenas uma vitória nos últimos sete jogos da Premier League colocou Enzo Maresca sob intensa pressão em Stamford Bridge.
As atuações apáticas diante de Aston Villa e Bournemouth, ambas em casa durante o período festivo, aumentaram o clima de insatisfação entre torcida e diretoria. O cenário contrasta fortemente com o otimismo vivido em novembro, quando os Blues aplicaram um convincente 3 a 0 sobre o Barcelona e chegaram a ficar a apenas três pontos da liderança do campeonato.
Desde então, porém, uma combinação de erros evitáveis, decisões técnicas questionáveis e derrotas dolorosas — incluindo tropeços contra Leeds United, Atalanta e o próprio Aston Villa — minaram o crédito do treinador.
A situação ficou ainda mais delicada no início de dezembro, quando Maresca expôs publicamente o ambiente tenso nos bastidores após a vitória sobre o Everton, descrevendo o período pré-jogo como “as piores 48 horas” de sua passagem pelo clube e admitindo que “muitas pessoas” não estavam ao seu lado nem apoiando a equipe.
Maresca chega ao fim de 2025 ainda como técnico do Chelsea, mas seu futuro além de janeiro parece incerto caso a equipe não apresente uma resposta imediata dentro de campo.
O alerta não é novidade. Esta é a segunda temporada consecutiva em que o Chelsea sofre uma queda acentuada de rendimento nos meses de inverno sob o comando do italiano. Em 2024/25, os Blues venceram apenas dois jogos da liga entre meados de dezembro e o fim de fevereiro. Agora, o desafio é ainda maior: janeiro promete ser decisivo, com nove partidas distribuídas em quatro competições diferentes.
Após o empate por 2 a 2 com o Bournemouth na terça-feira, o elenco recebeu dois dias de folga e retorna aos treinamentos na sexta-feira, já focado no grande teste de domingo contra o Manchester City, em Manchester.
O contraste na tabela também chama atenção. Pouco mais de cinco semanas atrás, o Chelsea estava um ponto à frente do City na Premier League. Agora, os Blues viajarão ao Etihad Stadium dez pontos atrás da equipe de Pep Guardiola, além de carregarem o peso de já terem desperdiçado 15 pontos em jogos nos quais estiveram em posição de vitória nesta temporada.
Com um calendário implacável e margem de erro mínima, o duelo contra o City pode representar mais do que apenas três pontos — pode ser determinante para o futuro imediato de Enzo Maresca no comando do Chelsea Football Club.



