Um dos grandes nomes do Chelsea sob Maurizio Sarri na temporada 18/19 foi o graduado da academia Ruben Loftus-Cheek. Vivendo o melhor momento da sua carreira naquele momento, Loftus-Cheek sofreu uma grave lesão no tendão de Aquiles em um amistoso de pós-temporada em maio de 2019, o que o afastou dos gramados por um longo período.

Ele retornou de lesão após a pausa causada pela pandemia em 2020, mas não conseguiu mostrar um bom futebol. No início da temporada 20/21, ainda sob o comando de Frank Lampard, o jogador seguiu mostrando muita dificuldade e foi imediatamente emprestado ao Fulham por uma temporada, na tentativa de ganhar tempo de jogo e retomar o seu bom futebol. Porém o empréstimo não foi dos melhores já que Loftus-Cheek encontrou grandes dificuldades para se firmar na equipe rebaixada para a Championship e sua passagem por Craven Cottage não lhe renderam elogios.
De volta ao Chelsea para a pré-temporada, Ruben Loftus-Cheek chamou a atenção de Thomas Tuchel, porém seu empréstimo era dado como certo já que tudo indicava que ele não teria muito espaço no elenco, tendo em vista os grandes jogadores para a posição. Tendo permanecido no clube após o final da janela de transferências, Loftus-Cheek trabalhou duro durante os treinamentos na busca por um espaço no time de Tuchel e ele foi recompensado por sua persistência e empenho.
Sua primeira aparição como titular da equipe veio na partida da terceira rodada da Carabao Cup, contra o Aston Villa, 383 dias depois de seu último jogo como titular. Loftus-Cheek fez uma excelente partida contra o Villa, sendo um dos destaques positivos dos Blues na ocasião e ganhou ainda mais a confiança do treinador.

Sua próxima aparição veio na derrota contra o Manchester City pela Premier League, onde o jogador foi visto por Thomas Tuchel como uma solução para as dificuldades encontradas pela equipe que buscava um o empate e não apenas como uma alteração aleatória, e novamente ele se destacou em meio ao desempenho ruim de todos os jogadores em campo.
A titularidade de Loftus-Cheek contra o Southampton na última rodada da Premier League não foi por acaso e não cabiam críticas sobre a sua capacidade, sendo o fruto do trabalho duro e empenho do jogador em campo. Voltando aos poucos ao seu melhor, Loftus-Cheek teve novamente um bom desempenho e sua escolha foi explicada por Thomas Tuchel antes da partida.
“Decidimos colocar Ruben [Loftus-Cheek] porque estávamos cientes de sua alta pressão no meio-campo, mas ainda queríamos passar pelo meio-campo. Ruben e Kova [Mateo Kovacic] não só podem passar, mas carregar a bola para escapar da pressão e essa é a razão pela qual os escolhemos.”
Durante seus 83 minutos em campo ele foi um jogador que sempre buscou progredir com a bola para o ataque, escapando da pressão exercida pela equipe do Southampton e utilizando de sua força física e velocidade. Ele completou dois passes chave na partida, ficando atrás apenas de Ben Chilwell com três, além de ter completado quatro dribles e conquistado a maioria das jogadas de bola parada da equipe.

Aos poucos Loftus-Cheek tem provado que ainda tem capacidade para compor o elenco do Chelsea de Thomas Tuchel e se adaptar às necessidades do treinador dentro das partidas, sendo uma grande opção para um elenco enxuto.
Sem pressão para ser um dos principais nomes do atual elenco, Ruben Loftus-Cheek pode ter a tranquilidade para seguir evoluindo para alcançar o seu melhor e o Chelsea só tem a ganhar com a sua redenção.

