Em confronto válido pela vigésima quarta rodada da Premier League, Bournemouth e Chelsea ficaram frente à frente no Vitality Stadium. Melhor para os mandantes que conseguiram uma vitória acachapante sobre os comandados de Maurizio Sarri.

Mapa feito pela WhoScored ilustra a incidência de jogadas pelos lados do campo.
Os Blues encararam um adversário muito bem postado em seu campo defensivo e uma equipe extremamente perigosa nas ações de contra ataque. A ideia dos Cherries era congestionar o meio campo, obrigando o Chelsea a jogar pelos lados, um reflexo disso pode-se encontrar nos dados, o time de Sarri trocou incríveis 306 passes pelos flancos do campo número bem superior a média do clube de 238.
Com dificuldade na criação o Chelsea por vezes tentou romper a forte marcação do Bournemouth com os dribles de Hazard, o belga fez um primeiro tempo com bastante movimentação e foi o principal responsável pela condução dos ataques, já que Jorginho tinha partida apagada novamente.

A volta de Hazard a posição de origem dá ao belga maior mobilidade sendo assim um perigo a mais aos adversários.

Com os 10 jogadores de linha o Bournemouth cumpriu bem seu papel defensivo, congestionou o centrou e condicionou o Chelsea para os lados.

Equipe concentrada em uma única região gera espaços pelo meio, explorado pelo atacante adversário na construção do primeiro gol.
O Chelsea jogou boa parte da partida com seus zagueiros em linha alta, como já é de costume no Sarriball, a fim de ganhar espaços para criar seus ataques, porém os Blues deixaram lacunas, que fora preenchidas pelos mandantes e por ali saíram os gols que sacramentaram a derrota.
A derrota evidencia problemas de toda uma temporada, o Chelsea por vezes demonstra ser uma equipe pragmática sem criatividade. Sarri corrobora com isso, o técnico italiano parece não abir mão de suas convicções e a ausência de um “plano B” deixa o time raso e totalmente previsível perante os adversários. Números como o de 9% de aproveitamento nos cruzamentos afirmam como o trabalho ainda está longe de ser positivo, todavia a ideia de terra arrasada não deve ser encarada como solução, há pontos positivos no trabalho de Sarri e seu futuro ainda pode ser considerado promissor embora hoje seja colocado na prateleira da decepção.

